Tarzan, un noir

RIBEIRO, Marcelo Rodrigues Souza. Tarzan, un noir: pour une critique de l’économie politique du nom «Afrique». Vibrant, v. 6, n. 1, p. 65-90, janeiro e julho de 2009.

Résumé:

Depuis 1912, innombrables textes – romans, radio shows, bandes dessinées, séries de télévision, films – ont produit et articulé représentations de l’Afrique dans histoires dont le protagoniste est Tarzan, créé par l’étasunien Edgar Rice Burroughs (1875-1950). En prenant le nom « Afrique » comme référence, les textes qui orbitent et habitent le nom « Tarzan » appartiennent à une généalogie occidentale et à une histoire transculturelle. Après aborder l’économie de la marque « Tarzan » dans sa circulation globale, une description bref et schématique de la filmographie de Tarzan me permet d’interroger ce que j’appelle nomenclôture occidentaliste de l’Afrique. Finalement, par le moyen d’une lecture attentif de Moi, un noir (Jean Rouch 1959) comme un prisme à travers lequel la circulation globale de Tarzan peut être interprétée et réinventée, je suggère des possibilités de débordement imaginative, en ouvrant l’espacement transculturel de l’écriture de l’Afrique comme économie politique du nom « Afrique ».

Mots-clés: Tarzan, racisme, cinéma, Afrique

Resumo:

Desde 1912, inúmeros textos – romances, programas de rádio, histórias em quadrinhos, seriados de televisão, filmes – produziram e articularam representações da África em narrativas envolvendo Tarzan, criado pelo estadunidense Edgar Rice Burroughs (1875-1950). Tomando o nome de ‘África’ como referência, os textos que orbitam e habitam o nome de ‘Tarzan’ pertencema uma genealogia ocidental e a uma história transcultural. Após abordar a economia da marca registrada ‘Tarzan’ em sua circulação global, uma descrição breve e esquemática da filmografia de Tarzan me permite interrogar o que chamo de nomenclausura ocidentalista da ‘África’. Finalmente, por meio de uma leitura atenta de Moi, un noir (Jean Rouch 1959) como um prisma através do qual a circulação global de Tarzan pode ser interpretada e reinventada, sugiro possibilidades de transbordamento imaginativo, abrindo o espaçamento transcultural da escritura da ‘África’ como economia política do nome de ‘África’.

Palavras-chave: Tarzan, racismo, cinema, África

Abstract:

Since 1912, countless texts – novels, radio shows, comic strips, television serials, films – produced and articulated representations of Africa in narratives which feature Tarzan, created by the US-American author Edgar Rice Burroughs (1875-1950). Taking the name of ‘Africa’ as a reference, the texts that surround and inhabit the name of ‘Tarzan’ belong to a Western genealogy and to a cross-cultural history. After addressing the economy of the trademark ‘Tarzan’ in its global circulation, a brief and schematic description of Tarzan’s filmography allows me to interrogate what I call the occidentalist name-in-closure of ‘Africa’. At last, by means of a close reading of Moi, un noir (Jean Rouch 1959) as a prism through which Tarzan’s global circulation can be interpreted and reinvented, I suggest possibilities of imaginative overflow, opening up the cross-cultural spacing of the writing of ‘Africa’ as political economy of the name of ‘Africa’.

Keywords: Tarzan, racism, cinema, Africa

Nascido em São Paulo, de onde saiu aos 9 anos de idade. Já morou em Brasília, em Florianópolis e em Montréal, além de Goiânia, onde vive atualmente. É pesquisador e crítico de cinema e cultura visual, programador e coordenador do Cineclube Culturama, doutor em Arte e Cultura Visual, com pesquisa sobre cinema e direitos humanos, na Universidade Federal de Goiás. É indeciso e nervoso, tenta ser leve e cuidadoso, consegue ser magro e comer muito.

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