O trailer como promessa: Cemitério do Esplendor

Toda vez que vejo o trailer de Cemitério do Esplendor (2015), o novo filme de Apichatpong Weerasethakul, lembro como o cinema pode ser uma forma de voltar pra casa.

(Que título lindo, aliás.)

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A relação com um filme que se estabelece no trailer é curiosa: já se instaura um trabalho de memória onde ainda permanece um vazio aberto ao delírio.

Um trailer é provavelmente menos uma propaganda do que uma espécie de promessa.

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O trailer de Cemitério do Esplendor promete uma beleza estranha, unheimlich, perturbação serena, um filme que inquieta e cura o espectador.

Eis a força de Apichatpong, eis o que pode a promessa do cinema:

Professor de história e teoria do cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Salvador. Nascido em São Paulo, de onde saiu aos 9 anos de idade, já morou em Goiânia, Brasília, Florianópolis e Montréal. É pesquisador e crítico de cinema e cultura visual, programador e curador de mostras e festivais de cinema, doutor em Arte e Cultura Visual, com pesquisa sobre cinema e direitos humanos. É indeciso e nervoso, tenta ser leve e cuidadoso, consegue ser magro e comer muito.

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