Crítica de Capitão Phillips no Amálgama

Capitão Phillips (2013) narra o sequestro de Richard Phillips, o comandante do Maersk Alabama, na costa da Somália, por piratas que conseguiram invadir, pela primeira vez desde o século XIX, um navio mercante de bandeira estadunidense e, depois de uma reviravolta, levaram Phillips como refém em um pequeno barco salva-vidas, em meados de 2009. O filme de Paul Greengrass, que tem Tom Hanks no papel de Phillips, é baseado no livro autobiográfico que o verdadeiro Richard Phillips escreveu com Stephan Talty, A Captain’s Duty: Somali Pirates, Navy SEALs, and Dangerous Days at Sea, publicado em 2010.

Diante de um filme que pretende representar acontecimentos reais, é comum se perguntar o que é verdade e o que é mentira, como se bastasse estabelecer uma lista de verificação em que imagens e realidade são contrapostas, e suas eventuais divergências, identificadas. Procedimento comum na crítica de cinema, sobretudo no momento atual, em que essa atividade se converte, cada vez mais, em uma das formas do fast food, essa pergunta não deveria encerrar as possibilidades de interpretação e de análise de nenhum filme, menos ainda de Capitão Phillips.

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Professor de história e teoria do cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Salvador. Nascido em São Paulo, de onde saiu aos 9 anos de idade, já morou em Brasília, em Florianópolis e em Montréal, além de Goiânia, onde vive atualmente. É pesquisador e crítico de cinema e cultura visual, programador e curador de mostras e festivais de cinema, doutor em Arte e Cultura Visual, com pesquisa sobre cinema e direitos humanos. É indeciso e nervoso, tenta ser leve e cuidadoso, consegue ser magro e comer muito.

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