Não dava pra apagar o que estava escrito de marcador permanente, mas eu escrevi em volta e fiquei contente com meu quadro novamente.

A história do cinema é também a história de seus fracassos, e um deles abre um buraco no cerne do século XX: 39-44, diz Godard.

Todo cinema é moderno, mesmo quando se diz que é clássico, e o cinema dito moderno já se tornou clássico. Precisamos de nomes melhores pra contar as histórias.

Quando Oumarou Ganda se torna Edward G. Robinson, Alassane Maiga se torna Tarzan, e Jean Rouch orquestra a voz de um e o silêncio do outro, assim como seus ventriloquismos, em um dos filmes mais incríveis da história do cinema, Eu, um negro (1958), que eu gostaria que todo mundo conhecesse.

Sou professor de história e teoria do cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Salvador, desde maio de 2017. Criei o incinerrante em setembro de 2009, e desde então o site abriga alguns traços das minhas atividades como professor, pesquisador, crítico, curador e programador. Também criei, junto com a minha companheira, a Juliana (<3), um projeto chamado a quem interessar possa, que a gente começou em abril de 2016. Se quiser saber mais sobre mim, pode começar com a breve apresentação e os links que coloquei aqui.