Cinema e História [2018-2]

Esta é a página dedicada à disciplina de graduação COM324 - Cinema e História, que ofereço no segundo semestre de 2018, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, como optativa da área de concentração em Cinema e Audiovisual do Bacharelado Interdisciplinar em Artes e também de outros cursos.

Você pode acessar a versão atual, revista em 06/10/2018, que pode também ser visualizada mais abaixo. Conforme o que está previsto no programa, você pode também consultar as diretrizes de avaliação, divulgadas em 17/09/2018.

O histórico de versões do programa inclui a versão divulgada em 07/09/2018, com cronograma completo e prazos das atividades de avaliação, incluindo previsão de Congresso UFBA 2018, a versão divulgada 06/09/2018, com uma mudança na ordem de exibição de filmes, e a versão divulgada em 26/08/2018, com correções no cronograma da versão divulgada em 23/08/2018, e a versão inicial, divulgada em 08/06/2018.

A oferta deste componente em 2018.2 tem como base uma proposta de atualização da ementa registrada, no contexto de uma revisão dos componentes pertinentes à área de concentração em Cinema e Audiovisual, oferecida para estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Artes. Tal revisão faz parte da proposta de atualização do quadro curricular da referida área de concentração, dentro de um futuro curso de dois ciclos em Cinema e Audiovisual. Deve-se considerar, aqui, a seguinte proposta de ementa, aberta a múltiplas possibilidades de recorte de tema e/ou de forma de abordagem:

Relações entre cinema, imagem e história. Cinema e audiovisual em perspectiva histórica. Documento, narrativa e representação. Cinema e audiovisual como escrita da história. Imagem, memória e história.

Os objetivos do curso, tal como o planejei para o semestre letivo 2018.2, concernem ao recorte temático do projeto de pesquisa Imagem e Direitos Humanos (2017-2019) e exploram uma abordagem que se pode denominar arqueologia do sensível, conforme tem sido proposta e discutida no grupo de pesquisa e estudos Arqueologia do sensível, que eu e o professor Marcelo Monteiro Costa (Facom-UFBA) iniciamos em abril de 2018. Nesse contexto, considerando as relações entre cinema, imagem e história, tal como se articulam em relação ao campo de discursos e de práticas associadas ao projeto dos direitos humanos, o curso tem como objetivos:

  • Compreender a construção dos direitos humanos em perspectiva histórica, reconhecendo e discutindo seus fundamentos sociais e culturais e suas relações com a história das imagens, com destaque para o cinema e o audiovisual.

  • Identificar, caracterizar e interrogar as principais modalidades de relação entre imagem e direitos humanos, por meio do estudo de diferentes contextos históricos de processos de violação e de reivindicação de direitos humanos, com destaque para o caso paradigmático das imagens dos campos de concentração e de extermínio da Alemanha nazista e seus usos na história do cinema, diferenciando cinco possibilidades que podem se encadear e se combinar: (1) o uso de imagens como registros de violações para denúncias; (2) o recurso a imagens como evidências e provas em processos investigativos e jurídicos sobre violações; (3) a reunião de imagens como parte de arquivos sobre violações e lutas por direitos; (4) a mobilização de imagens para o trabalho de memória em torno de violações e lutas por direitos; (5) o papel das imagens em projeções de dignidade, isto é, na construção de noções e de representações sensíveis da vida digna.

Se tiver dúvidas, questionamentos, comentários, críticas e sugestões, indicações de textos ou de filmes ou qualquer outra coisa, escreva nos comentários no final do post ou entre em contato. Obrigado!

Programa (data da última versão: 06/10/2018)

Diretrizes de avaliação (data da última versão: 17/09/2018)

Sou professor de história e teoria do cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Salvador, desde maio de 2017. Criei o incinerrante em setembro de 2009, e desde então o site abriga alguns traços das minhas atividades como professor, pesquisador, crítico, curador e programador. Também criei, junto com a minha companheira, a Juliana (<3), um projeto chamado a quem interessar possa, que a gente começou em abril de 2016. Se quiser saber mais sobre mim, pode começar com a breve apresentação e os links que coloquei aqui.