a vida das imagens
Samba Gadjigo, Jason Silverman - Sembène- (2015).png

Cinema Internacional: Cinemas Africanos

Oferecida pela última vez em 2017.2 (código COM 354)

Esta disciplina optativa permite abordar diferentes tendências do cinema internacional. Em 2017.2, propus um recorte voltado ao estudo dos cinemas africanos, com o intuito de apresentar uma introdução panorâmica aos diversos contextos de produção cinematográfica e audiovisual da África.

Imagem retirada do filme: Sembène! (Samba Gadjigo; Jason Silverman, 2015)

 

Data de atualização: 28/12/2017

Semestres anteriores: 2017.2

Ementa

Configurações político-ideológicas, estéticas e geográficas dos cinemas africanos, em perspectiva histórica e comparada. A África e o cinema: eurocentrismo, descolonização da mente e políticas da representação. A emergência dos cinemas africanos, sua diversidade histórica e a condição pós-colonial. Descolonização, construção nacional, panafricanismo, diáspora e africanidades no cinema e no audiovisual. Estéticas documentais, ficcionais e experimentais nos cinemas africanos. Tendências contemporâneas do cinema e do audiovisual na África.

Obs.: Ementa proposta para oferta de componente específico sobre cinemas africanos. O sistema acadêmico se refere à ementa geral de Cinema Internacional, que se encontra desatualizada.

Objetivos

  • Apresentar as principais características dos cinemas africanos, por meio de abordagem que identifique as relações entre cinema e descolonização, em diferentes contextos geopolíticos, bem como entre cinema e imaginação do comum, no que concerne diferentes enquadramentos (nacionais, étnicos, raciais, pan-africanistas, diaspóricos, internacionais etc.).

  • Diferenciar as principais tradições e tendências cinematográficas africanas, caracterizando panoramicamente algumas das áreas em que podem ser situadas, tais como: o cinema nacional do Egito; o cinema nacional da África do Sul; os cinemas do Magreb; os cinemas da África subsaariana francófona; os cinemas da África subsaariana lusófona; os cinemas da África subsaariana anglófona; o caso da produção em vídeo na Nigéria (Nollywood).

  • Identificar alguns dos principais realizadores e realizadoras dos cinemas africanos, por meio do contato com alguns dos filmes que marcaram época nas cinematografias do continente e da leitura de textos historiográficos e/ou analíticos.

  • Contribuir para a compreensão crítica dos discursos e das imagens atuais sobre a África, sobre as africanidades e sobre o mundo, com base no modo como os cinemas africanos atualizam, em suas singularidades, a experiência do cinema.

Metodologia

  • Aulas expositivas e dialogadas, às sextas, das 8h50 às 12h30. Ler os textos constitui atividade extraclasse obrigatória, a ser realizada antes da aula para a qual os textos foram indicados. Assistir aos filmes pode constituir dois tipos de atividade: atividade em sala, quando se tratar de filmes que serão objeto tanto de discussão direta quanto de avaliação; ou atividade extraclasse, quando se tratar de filmes que serão objeto apenas de discussão.

  • Exibição comentada de filmes e de trechos de filmes, em sala de aula (curtas, médias e/ou longas com um total aproximado de 1h30 a 2 horas por semana).

  • Sessões de estudo dirigido sobre textos (que deverão ter sido lidos antecipadamente) e sobre filmes (que poderão ser assistidos tanto como atividade em sala quanto como atividade extraclasse).

  • Desenvolvimento de textos e/ou de discussões sobre filmes, com base em diálogo com textos da bibliografia básica e da bibliografia complementar, bem como de outras referências pertinentes.

Avaliação

Participação: apresentação individual de questões sobre os assuntos das aulas, por escrito, para debate. [30%] A cada aula, serão selecionados/as 4 estudantes, que serão responsáveis individualmente pelo envio de questões por e-mail até a antevéspera da aula seguinte (como a aula é sexta-feira, as questões devem ser enviadas no máximo até a quarta imediatamente anterior a cada aula). As questões devem ser enviadas para o professor, que as revisará e as compartilhará com toda a turma no máximo na véspera da aula. As questões podem ser baseadas em textos, em filmes e em outras referências, a critério de cada estudante, cuja participação pode ocorrer em mais de uma ocasião e será avaliada de acordo com os critérios de síntese (capacidade de identificação e de descrição das questões constitutivas dos temas de cada aula) e de pertinência (capacidade de estabelecimento de relações com/entre os temas, os textos e os filmes de cada aula).

Projeto de mostra de introdução aos cinemas africanos: versão inicial. [35%] A realização do principal trabalho da disciplina será dividida em dois momentos. Em grupos de até 6 pessoas, os/as estudantes deverão propor um projeto de mostra, composto pelos itens listados abaixo. A versão inicial deve conter, necessariamente, o item 1, assim como um esboço do item 2 e, no mínimo, 50% do item 3. Deve ser entregue (em Word ou RTF ou Open Office e também em PDF, por e-mail, para o professor) até o dia 08/12/2017.

Projeto de mostra de introdução aos cinemas africanos: versão final. [35%] Para a versão final do projeto de mostra, cada grupo de até 6 pessoas trabalhará em continuidade com a versão inicial, completando, em sua totalidade, a lista de itens abaixo. O projeto completo da mostra de introdução aos cinemas africanos deve ser entregue (em Word ou RTF ou Open Office e também em PDF, por e-mail, para o professor) até 27/01/2017. Todos os projetos serão discutidos em sala de aula, no dia 23/02/2017.

Itens necessários para o projeto de mostra:

1. Previsão de duração, em número de dias e de horas, com especificação de duração das sessões de exibição.

Mínimo: 2 dias, 8 horas (5 sessões); máximo: 4 dias, 16 horas (10 sessões). – Exemplo: 3 dias; 9 horas (sendo 3 horas por dia, divididas em duas sessões, uma de 1 hora para curtas, outra de 2 horas para um longa, para cada dia).

2. Texto de apresentação, com descrição geral e justificativa da proposta de curadoria e de programação.

Parâmetros: 2 a 5 páginas, Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5. – Exemplo: “Editorial” do catálogo da Mostra África, Cinema (2015), disponível em https://pt.scribd.com/document/334979355/Catalogo- Mostra-A-frica-Cinema-2015.

3. Lista de filmes a serem exibidos, com as seguintes informações, necessariamente: direção, ano, país(es).

4. Releases individuais sobre cada sessão, contendo: títulos e informações dos filmes (a partir da lista do item 3), assim como, necessariamente, sinopse (com indicação de autoria/fonte) e, no mínimo, duas citações curtas sobre tema(s), filme(s) ou outro(s) aspecto(s) da sessão.

Conteúdo programático

1.     A África e o cinema

Aulas 1 e 2 – 8 horas-aula (total parcial: 8h)

06/10/2017 – Aula 1 – 4h

1.1.   O eurocentrismo e seu imaginário em questão

Leitura principal:

--SHOHAT,  Ella;  STAM,  Robert.  Do  eurocentrismo  ao policentrismo. In:               . Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Leitura complementar:

--SHOHAT,  Ella;  STAM,  Robert.  Formações  do  discurso colonialista. In:              . Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Filmografia:

Cronofotografias de Félix-Louis Regnault (década de 1890)

Alma no Olho (Zózimo Bulbul, 11’, 1973)*

As estátuas também morrem (Les statues meurent aussi, Alain Resnais, Chris Marker e Ghislain Cloquet, 30’, 1953)*

13/10/2017 – Aula 2 – 4h

1.2.   A África nos discursos coloniais e a persistência do imaginário imperialista

Leitura principal:

--SHOHAT, Ella; STAM, Robert. O imaginário imperialista. In:              . Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Leituras complementares:

--SHOHAT,  Ella;  STAM,  Robert.  Tropos  do   império.  In:              . Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006. 

Filmografia:

Sanders of the River (Zoltan Korda, 87’, 1935)

Eu, um negro (Moi, un noir, Jean Rouch, 73’, 1958)*

20/10/2017 – Não haverá aula, por causa da participação do professor no XXI Encontro SOCINE, que será realizado entre 17 e 20 de outubro de 2017, na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa.

2.     Cosmopoéticas da descolonização e do comum

Aulas 3 a 6 – 16 horas-aula (total parcial: 24h)

27/10/2017 – Aula 3 – 4h

2.1.   Os cinemas africanos e a descolonização

Leituras principais:

--ARMES, Roy. O cinema africano ao norte e ao sul do Saara. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 141-189.

--BAMBA, Mahomed. O(s) cinema(s) africano(s): no singular e no plural. In: BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando (orgs.). Cinema mundial contemporâneo. Campinas: Papirus, 2008, p. 215-231. 

Leitura complementar:

--ARMES, Roy. O cinema africano: uma tentativa de definição. In: FERREIRA, Carolin Overhoff (org.). África: um continente no cinema. São Paulo: Editora Unifesp, 2014, p. 19-35. 

Filmografia:

Afrique sur Seine (Mamadou Sarr & Paulin Vieyra, 22’, 1957)* Et la neige n’était plus (Ababacar Samb-Makharam, 22’, 1966)* Borom Sarret (Ousmane Sembène, 20’, 1966)*

Xala (Ousmane Sembène, 123’, 1975)

03/11/2017 – Aula 4 – 4h

2.2.   A descolonização da mente

Leitura principal:

--ROSENSTEIN, Johannes. Uma breve história do cinema africano: relato de viagem. In: FERREIRA, Carolin Overhoff (org.). África: um continente no cinema. São Paulo: Editora Unifesp, 2014, p. 77-103.

Leitura complementar:

--THIONG’O, Ngugi Wa. A descolonização da mente é um pré-requisito para a prática criativa do cinema africano? In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 25-32.

Filmografia:

Ó Sol (Soleil Ô, Med Hondo, 98’, 1967)*

Campo Thiaroye (Camp de Thiaroye, Ousmane Sembène, 153’, 1988)

10/11/2017 – Aula 5 – 4h

2.3.   Os cinemas africanos e a imaginação do comum

Leitura principal:

--RIBEIRO, Marcelo R. S. Cosmopoéticas da descolonização e do comum: inversão do olhar, retorno às origens e formas de relação com a terra nos cinemas africanos. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 30-55. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

Leitura complementar:

--ARAÚJO, Joel Zito. O Que é o Cinema Africano?; As Escolas do Cinema Africano: Lusófona, Francófona, Anglófona. In: Catálogo da Mostra África, Cinema – Um olhar contemporâneo, realizada na Caixa Cultural RJ de 30 de junho a 12 de julho de 2015, p. 45-61. 

Filmografia:

Touki Bouki (Djibril Diop Mambéty, 90’, 1973)* Mil sóis (Milles soleils, Mati Diop, 45’, 2013) Terra sonâmbula (Teresa Prata, 103’, 2007)

17/11/2017 – Aula 6 – 4h

2.4.   Os cinemas africanos e o mundo

Leitura principal:

--RIBEIRO, Marcelo R. S. Cosmopoéticas da descolonização e do comum: inversão do olhar, retorno às origens e formas de relação com a terra nos cinemas africanos. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 30-55. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

Filmografia:

La vie sur terre (A vida na terra, Abderrahmane Sissako, 66’, 1998)*

Pumzi (Wanuri Kahiu, 23’, 2009)

3.     História(s) do(s) cinema(s) africano(s)

Aulas 7 a 16 & atividade online – 44 horas-aula (total final: 68h)

3.1.   As tradições nacionais de mais longa duração

24/11/2017 – Aula 7 – 4h

3.1.1.  O cinema nacional do Egito

Leitura principal:

--SHAFIK, Viola. O cinema nacional egípcio. In: FERREIRA, Carolin Overhoff (org.). África: um continente no cinema. São Paulo: Editora Unifesp, 2014, p. 143-169.

 

Leitura complementar:

--ABU-LUGHOD, Lila. Melodrama egípcio: uma tecnologia do sujeito moderno? Cadernos Pagu, n. 21, 2003, p. 75-102. Disponível em: http://ref.scielo.org/qvtbdx. Acesso em: 24/07/2017.

Filmografia:

A Múmia (Al-mummia, Chadi Abdel Salam, 1969)*

01/12/2017 – Aula 8 – 4h

Trabalho final: preparativos para a entrega da versão inicial (conforme item “Avaliação”, acima) – 4h Prazo final para entrega da versão inicial: 08/12/2017 (somente por e-mail)

15/12/2017 – Aula 9 – 4h

3.1.2.  O cinema nacional da África do Sul

Leitura principal:

--TOMASELLI, Keyan; SHEPPERSON, Arnold. O cinema sul-africano: do apartheid ao pós-apartheid. MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 107-139.

Leituras complementares:

--GATTI, José. Estrangeiros filmam a África do Sul. In: DENNISON, Stephanie (org.). World cinema: as novas cartografias do cinema mundial. Campinas, SP: Papirus, 2013, p. 125-141.

Filmografia básica:

Seleção de curtas de animação de William Kentridge*

Son of Man (Mark Dornford-May, 86’, 2006)*

3.2.   A condição pós-colonial em diferentes contextos

12/01/2018 – Aula 10 – 4h

3.2.1.  Magreb: Argélia, Tunísia, Marrocos, cinema beur

Leitura principal:

--ANDRADE, Catarina Amorim de Oliveira. Esquivas: representações das margens no cinema beur. In: BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos de discursos. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 209-220. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/16758. Acesso em: 24/07/2017.

Leituras complementares:

--Itens “Argélia”, “Marrocos” e “Tunísia” (p. 155-162) de ARMES, Roy. O cinema africano ao norte e ao sul do Saara. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 141-189.

Filmografia:

Chronique des années de braise (Mohammed Lakhdar-Hamina, 177’, 1975)

A esquiva (L’esquive, Abdellatif Kechiche, 119’, 2003)*

19/01/2018 – Aula 11 – 4h

3.2.2.  África subsaariana francófona: Senegal, Níger, Burkina Faso, Chade

Leituras principais:

--BOUGHEDIR, Ferid. O cinema africano e a ideologia: tendências e evolução. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras, 2007, p. 35-56.

--DIAWARA, Manthia. A iconografia do cinema da África ocidental. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 59-75.

Leituras complementares:

--Item “A África ocidental subsaariana francófona” (p. 162-170) de ARMES, Roy. O cinema africano ao norte e ao sul do Saara. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 141-189.

--FERREIRA, Cristina dos Santos. Moustapha Alassane, um bricoleur no cinema do Níger. In: BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos de discursos. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 235-257. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/16758. Acesso em: 24/07/2017.

--FERREIRA, Cristina; CORADINI, Lisabete. O gesto do animador Moustapha Alassane e o cinema. In: BAMBA, Mahomed (org.). Dossiê – A “periferia” do cinema mundial: um espaço inventado pela teoria do cinema e um desafio para a análise fílmica. Contemporânea: revista de comunicação e cultura, v. 11, n. 3, p. 569-580, set-dez. 2013. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/issue/view/810. Acesso em: 24/07/2017.

Filmografia:

Boa Viagem Sim (Bom Voyage Sim, Moustapha Alassane, 5’, 1966)* Expectativas (Expectations, Mahamat Saleh-Haroun, 28, 2008)* Sembène! (Samba Gadjigo e Jason Silverman, 90’, 2015)*

20/01/2018 – Aula 12 – 4h [sábado das 8h50 às 12h30, reposição antecipada da carga horária de 02/02/2018]

Os festivais e a questão da distribuição

Leituras obrigatórias:

--BAMBA, Mahomed. O papel dos festivais na recepção e divulgação dos cinemas africanos. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 77-104.

--OLIVEIRA, Janaína. Descolonizando as telas: o FESPACO e os primeiros tempos do cinema africano. Odeere – Revista do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade – UESB, ano 1, n. 1, v. 1, jan.-jun., 2016, p. 50-74.

Disponível em: http://periodicos.uesb.br/index.php/odeere/article/view/5721. Acesso em 24/07/2017.

Leitura complementar:

--ZENUN, Maíra. Sobre a colonialidade do pensamento em imagens e a reinvenção da negritude no Fespaco: maior festival de cinema africano. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 181-211. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

--TCHEUYAP, Alexie. De grandes a pequeñas pantallas. Nuevas narrativas africanas de entretenimiento. In: RIESCO, Beatriz Leal; GARCÍA, Fernando González (eds.). Pantallas contemporáneas de África y su diáspora. Secuencias - Revista de Historia del Cine, n. 41, Universidad Autónoma de Madrid, 1º semestre 2015, p. 57-76. Disponível em: https://revistas.uam.es/secuencias/issue/view/440. Acesso em: 24/07/2017. 

26/01/2018 – Aula 13 – 4h

3.2.3.  África subsaariana lusófona: Guiné-Bissau, Angola, Moçambique

Leituras obrigatórias:

--CUNHA, Paulo; LARANJEIRO, Catarina. Guiné-Bissau: do cinema de Estado ao cinema fora do Estado. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 56-78. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

--LOPES, José de Sousa Miguel. Cinema de Moçambique no pós-independência: uma trajetória. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 79-108. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

--FERREIRA, Carolin Overhoff. O drama da descolonização em imagens em movimento – a propos do “nascimento” dos cinemas luso-africanos. Estudos Linguísticos e Literários, n. 53, p. 177-221, Salvador, jan.-jul. 2016. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/estudos/article/view/16120. Acesso em: 24/11/2017.

Leituras complementares:

--OLIVEIRA, Jusciele Conceição Almeida de. “Eu não quero ter um mundo de uma cor só”: trajetória, autoria e estilo nos filmes do cineasta Flora Gomes. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 152-180. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

Filmografia:

Kuxa Kanema - O Nascimento do Cinema (Margarida Cardoso, 55’, 2003)*

Nha Fala (Flora Gomes, 110’, 2002)

27/01/2018 – Aula 14 – 4h [sábado das 8h50 às 12h30, reposição antecipada da carga horária de 09/02/2018]

Prazo final para entrega do projeto de mostra (ver item “Avaliação”, acima)

3.2.4.  África subsaariana anglófona: da produção colonial à explosão do vídeo na Nigéria

Leitura principal:

--BALOGUN, Françoise. A explosão da videoeconomia: o caso da Nigéria. In: MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007, p. 191- 204.

Tradução alternativa: BALOGUN, Françoise. O boom da economia de vídeos nigeriana. In: FERREIRA, Carolin Overhoff (org.). África: um continente no cinema. São Paulo: Editora Unifesp, 2014, p. 213-225.

Leitura complementar:

--CUBERO, Alejandra Val. Del Home Video al Nuveo Nollywood: la poderosa industria audiovisual en Nigeria. In: RIESCO, Beatriz Leal; GARCÍA, Fernando González (eds.). Pantallas contemporáneas de África y su diáspora. Secuencias - Revista de Historia del Cine, n. 41, Universidad Autónoma de Madrid, 1º semestre 2015, p. 41-56. Disponível em: https://revistas.uam.es/secuencias/issue/view/440. Acesso em: 24/07/2017.

Filmografia:

Heritage Africa (Kwaw Ansah, 110’, 1989)

Zimbabwe, da liberação ao caos (Zimbabwe Countdown, Michael Raeburn, 55’, 2003)

Cinquentonas (Fifty, Biyi Bandele, 100’, 2016)*

16/02/2018 – Aula 15 – 4h

3.2.5.  Os cinemas africanos e o cinema mundial

Leitura obrigatória:

--CESAR, Amaranta. Filmes de regresso: o cinema africano e o desafio das fronteiras. In: BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos de discursos. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 189-207. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/16758. Acesso em: 24/07/2017.

Leitura complementar:

--RIBEIRO, Marcelo R. S. A cosmopoética da fragilidade: Abderrahmane Sissako, a sensibilidade cosmopolita e a imaginação do comum. In: BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos de discursos. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 157-187. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/16758. Acesso em: 24/07/2017.

--FRANCHESCHI, Leonardo De. Cineastas afrodescendientes del siglo XXI, entre diáspora, transnacionalismo y post-racialidad. In: RIESCO, Beatriz Leal; GARCÍA, Fernando González (eds.). Pantallas contemporáneas de África y su diáspora. Secuencias - Revista de Historia del Cine, n. 41, Universidad Autónoma de Madrid, 1º semestre 2015, p. 77-110. Disponível em: https://revistas.uam.es/secuencias/issue/view/440. Acesso em: 24/07/2017.

Filmografia:

La noire de… (Ousmane Sembène, 80’, 1966)

O jogo (Le jeu, Abderrahmane Sissako, 26’, 1988)*

Bled Number One (Rabah Ameur-Zaïmeche, 100’, 2006)*

Heremakono (Abderrahmane Sissako, 96’, 2002)

23/02/2018 – Aula 16 – 4h

3.2.6.  A condição transnacional, os cinemas africanos e o cinema mundial

Leituras obrigatórias:

--ANDREW, Dudley. A mobilidade enraizada: contradições do cinema africano. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 321-337. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

--HARROW, Kenneth W. Cinema africano: perturbando a ordem (cinemática mundial). In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 339-367. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

Leituras complementares:

--VEIGA, Roberta Oliveira. Cindir a cena, partilhar o cinema: sobre Bamako, de Abderrahmane Sissako. In: CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 129-151. Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/issue/view/14. Acesso em 24/07/2017.

--CÉSAR, Amaranta. Cinema africano, utopia e política: a tomada de palavra em Bamako, de Abderrahmane Sissako. In: BAMBA, Mahomed (org.). Dossiê – A “periferia” do cinema mundial: um espaço inventado pela teoria do cinema e um desafio para a análise fílmica. Contemporânea: revista de comunicação e cultura, v. 11, n. 3, p. 581-590, set-dez. 2013. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/issue/view/810. Acesso em: 24/07/2017.

Filmografia:

Bamako (Abderrahmane Sissako, 118’, 2006)*

* Filmes que serão assistidos por completo em sala (sujeito a alteração).

Bibliografia

Bibliografia básica

BAMBA, Mahomed. O(s) cinema(s) africano(s): no singular e no plural. In: BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando (orgs.). Cinema mundial contemporâneo. Campinas, SP: Papirus, 2008, p. 215-231.

BAMBA, Mahomed; MELEIRO, Alessandra (orgs.). Filmes da África e da diáspora: objetos de discursos. Salvador: EDUFBA, 2012.

CÉSAR, Amaranta; MONTEIRO, Lúcia Ramos (orgs.). Dossiê – Africanidades. Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 5, n. 2, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine, jul. / dez. 2016, p. 14-211.

FERREIRA, Carolin Overhoff (org.). África: um continente no cinema. São Paulo: Editora Unifesp, 2014. MELEIRO, Alessandra (org.). Cinema no mundo: indústria, política e mercado – África. São Paulo: Escrituras Editora, 2007. (Coleção Cinema no mundo; v. 1.)

SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Bibliografia complementar

ABU-LUGHOD, Lila. Melodrama egípcio: uma tecnologia do sujeito moderno? Cadernos Pagu, n. 21, 2003, p. 75-102. ARAÚJO, Joel Zito. O Que é o Cinema Africano?; As Escolas do Cinema Africano: Lusófona, Francófona, Anglófona. In: Catálogo da Mostra África, Cinema – Um olhar contemporâneo, realizada na Caixa Cultural RJ de 30 de junho a 12 de julho de 2015, p. 45-61.

BAMBA, Mahomed (org.). Dossiê – A “periferia” do cinema mundial: um espaço inventado pela teoria do cinema e um desafio para a análise fílmica. Contemporânea: revista de comunicação e cultura, v. 11, n. 3, p. 425-590, set-dez. 2013.

DIAWARA, M.; DIAKHATÉ, Lydie. Cinema africano: novas formas estéticas e políticas. Lisboa: Sextante, 2009.

GATTI, José. Estrangeiros filmam a África do Sul. In: DENNISON, Stephanie (org.). World cinema: as novas cartografias do cinema mundial. Campinas, SP: Papirus, 2013, p. 125-141.

RIESCO, Beatriz Leal; GARCÍA, Fernando González (eds.). Pantallas contemporáneas de África y su diáspora. Secuencias - Revista de Historia del Cine, n. 41, Un. Autónoma de Madrid, 1º semestre 2015, p. 9-110.