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Crítica de Azul é a cor mais quente no jornal A Redação

O “feitiço” do filme de Kechiche decorre de três aspectos de sua construção dramática: o desempenho das atrizes; o trabalho de encenação do diretor; a intensidade dos diálogos e do enredo.

Dirigido pelo franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, o filme Azul é a cor mais quente entra em cartaz nessa sexta-feira, dia 03 de janeiro, nos Cinemas Lumière do Shopping Bougainville. A obra de 175 minutos foi premiada com a Palma de Ouro em Cannes, e o presidente do júri da edição de 2013 do Festival, Steven Spielberg, declarou que ele e os demais jurados foram “enfeitiçados” pela “profunda história de amor” de Adèle (interpretada pela estreante Adèle Exarchopoulos) e Emma (interpretada pela jovem Léa Seydoux).

O “feitiço” do filme de Kechiche decorre de três aspectos de sua construção dramática: o excelente desempenho das atrizes que interpretam as protagonistas, que sustenta a intensidade dos sentimentos e das emoções em tela; o rigoroso trabalho de encenação do diretor, em que são privilegiados close-ups e planos fechados, em meio às excelentes músicas da trilha sonora que embala as imagens a partir de dentro da narrativa; a intensidade dos diálogos e do enredo que estes ajudam a construir, apenas vagamente baseado no romance gráfico Le bleu est une couleur chaude, da artista francesa Julie Maroh, que cedeu os direitos sobre a obra para Kechiche, mas se manteve distante durante os cinco meses e meio de produção.

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